A Lua e eu
Luiz Roque professor, poeta e escritor
A poesia abaixo está publicada em seu livro "Canopus”  

Vejo, no alto, a Lua cheia,
vejo a Lua em brincadeira,
a se ocultar na neblina.
E se algo em mente eu suponho,
ela descobre o meu sonho,
contendo o riso, a ladina.

A nuvem passa e ela fica,
mas sendo de humor tão rica,
faz que não pareça assim.
Com tanta gente na Terra,
enquanto no espaço erra,
não tira os olhos de mim.

Ponho-me a mirar a Lua,
a ver se ela, enfim, se amua
e volta a outro a atenção.
Ora, isto mais a diverte
e ela acompanha, solerte,
a minha preocupação.

Que graça vê a Lua cheia,
quando a mente devaneia,
quando eu ajo ou quando penso?
Por que essa Lua brejeira
se mete na vida alheia,
com seu luar tão intenso?

Quando eu não ando direito,
sabe tudo a meu respeito.
Bem...sabe, mas nada diz.
Então, eu olho pra ela
e pisco-lhe da janela,
sorrindo: seja feliz.

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